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| “Quero que acabe logo essa |
Há um ano sofrendo com a angústia de não ter notícias de seus filhos, os pais dos adolescentes Wellington Afonso dos Santos Aguerro, 15 anos e Naiara Ribeiro Lucas, 18 anos, ainda vivem à espera de informações sobre o caso. Hoje, uma passeata com 60 pessoas realizada no bairro Nova Lima marcou a data e expôs a indignação de pais, amigos e vizinhos.
“Quero que acabe logo essa agonia”, diz Suely Fernanda Afonso dos Santos, mãe de Wellington Afonso. Para ela, a falta de informações já está demorando demais. O caso é investigado pela DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e tratado como segredo de justiça.
Segundo a mãe, o desaparecimento dos jovens já deixou de ser meramente uma fuga. “É muito difícil falar sobre isso. Sei que não estão de livre e espontânea vontade longe de casa. Se fosse o filho de alguém importante, já teriam solucionado”, desabafa.
Ao longo de um ano, familiares e amigos levantaram diferentes teorias. Segundo amigos, o casal de namorados havia terminado o relacionamento e Wellington tentava voltar a todo custo. A tese de seqüestro também foi lembrada.
A agonia de não saber o que aconteceu cria especulações que fazem aumentar o sofrimento dos pais. “Conheço meu filho e sei que há algo a mais nesta história. Mas não ter nenhum tipo de informação nos deixa muito angustiados. Quero que essa história tenha um fim, é só isso que peço”.
A última pista sobre os jovens apareceu 15 dias após o desaparecimento. Uma mensagem foi enviada do celular da amiga de Naiara, Daniela Batista da Silva, que estava com ela quando foi vista pela última vez, em 8 de fevereiro. O próprio pai não acredita que a filha tenha redigido o texto porque o nome foi grafado com Y e não com I, como é o nome da adolescente.
A mensagem dizia: “Favor diga para minha mãe não se preocupar. Estamos bem. Retornaremos em breve, depois que passar a vergonha. Eu estava com outra roupa por baixo. Nayara”. O torpedo foi enviado para os celulares do pai de Naiara, Benedito Lucas e da mãe de Daniela e da própria Naiara, a partir de 1h30 do dia 19 de fevereiro.
Além do celular da amiga, Naiara também estava com o seu aparelho no dia que desapareceu. Antes do torpedo, o pai de Naiara e a mãe de Wellington receberam ligações do celular da menina. Do outro lado da linha a pessoa ficava muda.
A DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) não tem expediente aos domingos. No Cepol (Centro de Polícia Especializada da Capital), para onde é transferido o plantão da DPCA, nenhum agente quis comentar o caso.
Familiares e amigos dos jovens desaparecidos farão uma nova passeata no Centro da Capital pedindo mais empenho nos trabalhos e informações concretas sobre o paradeiro dos jovens. A data ainda não foi marcada, mas segundo a mãe de Wellington, Suely Fernanda, deve acontecer em no máximo 15 dias.
Para ajudar na busca aos dois, os carnês do IPTU trazem as fotos dos adolescentes e telefones para quem tiver alguma informação sobre o caso.