O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, quer brecar o provável aumento do álcool combustível nos próximos meses, revelou o Jornal da Record.
Ontem o JR mostrou que o preço do álcool disparou nos postos brasileiros, subindo 8,74% em um mês, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Stephanes disse ao Jornal que pretende tomar duas medidas para frear a disparada o álcool combustível. A primeira é reduzir o financiamento para formar estoques e a segunda é diminuir a mistura do álcool na gasolina.
Especialistas ouvidos pelo JR aconselham os donos de carros bicombustíveis a fazer uma conta para saber se vale a pena encher o tanque com álcool ou gasolina.
Antes de abastecer, divida o preço do litro do álcool pelo litro da gasolina. Se esse valor for até 0,7, o melhor é optar por álcool. Passou desse índice, a escolha deve ser pela gasolina.
O JR também fez essa conta em cada Estado, e descobriu que, em 11 deles, o melhor é optar pela gasolina. Nos outros casos, ainda é melhor abastecer com álcool.
Estados onde o álcool é recomendado:
Bahia: 0,65; Paraná: 0,64; São Paulo: 0,62; Tocantins: 0,61; Goiás: 0,58; Mato Grosso: 0,49.
Estados onde a gasolina é mais vantajosa:
Acre: 0,96; Roraima: 0,80; Rio Grande do Sul: 0,74; Amapá: 0,73; Amazonas: 0,73; Espírito Santo: 0,73; Pará: 0,73; Ceará: 0,70; Paraíba: 0,70; Santa Catarina: 0,70; Sergipe: 0,70.
Distrito Federal e Estados onde a relação já está muito próxima do limite que recomenda o uso da gasolina:
Minas Gerais: 0,69; Maranhão: 0,68; Pernambuco: 0,68; Piauí: 0,68; Rondônia: 0,68; Rio de Janeiro: 0,67; Distrito Federal: 0,67; Alagoas: 0,67; Mato Grosso do Sul: 0,66.