| Foto: Correio do Estado/Arquivo |
| Operações de repressão ao contrabando prenderam também policiais militares |
Descoberta a farsa para tentar envolver o nome do comandante-geral da da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos, com o contrabando de cigarros, policiais ligados ao esquema pelo recebimento de propinas agora brigam entre si, no Presídio Militar Estadual (PME), em Campo Grande.
Com o vazamento de informações na unidade penal, sobre a estratégia para desestabilizar o comandante e com isso fragilizar as ações da PM na repressão ao contrabando, que em três operações levou 26 policiais militares para a cadeia, surgiram ameaças de facções contrárias ao coronel contra aquelas que estariam a favor dele.
Bilhete apreendido no presídio adverte que “já se sabe que há duas alas distintas dentro do PME. Os prós e os contras coronel Davi, sabendo que os pró coronel David são a minoria, uns 7 ou 8 PMs, e que esses pró David é bom que fiquem com a boca fechada”.
Indo mais além, a mensagem diz: “...pois há mais entre o céu e a terra que se possa imaginar, pois inexplicáveis sumidas de internos para locais ocultos já despertaram a desconfiança de gente grande, o PME pode ficar pequeno para estes, que estão abrindo a boca em defesa do comando geral”.