Atacante do Al Ahly, o brasileiro Fábio Júnior acompanhou de perto a briga generalizada após a partida de sua equipe e Al Masry, que deixou pelo menos 74 mortos, no Egito. Após revelar a falta de segurança no estádio e os momentos tensos que passou nesta quarta, o jogador considera que o futuro do futebol no país corre riscos.
"Eu tive muito medo. Pensei primeiro na minha família nessa hora, mas graças a Deus não aconteceu nada comigo. Nós estávamos no vestiário e a torcida querendo entrar, quase sem segurança. Tinha torcedor que apareceu sangrando, com perna quebrada, para o nosso médico acudir. Eu acho que o futebol no Egito vai acabar, porque não tem segurança no estádio", revelou o jogador, em entrevista para o SporTV.
O embate desta quarta, que terminou com a vitória do Al Masry, por 3 a 1, foi seguido da invasão de torcedores do time vencedor no gramado, que iniciaram a confusão, deixando vários feridos. Após a briga, o presidente da Fifa, Joseph Blatter demonstrou sua tristeza com o evento, em nota oficial divulgada no site oficial da entidade que rege o futebol.
"Fiquei muito chocado e entristecido ao saber que um grande número de torcedores morreram ou se feriram após uma partida em Port Said, no Egito. Os meus pensamentos estão com as famílias daqueles que perderam suas vidas nesta tarde. Este é um dia negro para o futebol. Uma situação catastrófica e inimaginável, que não deveria acontecer", afirmou o mandatário.
A Federação Egípcia de Futebol, por sua vez, decidiu que irá suspender o campeonato do país por tempo indeterminado.