O urucum está presente na Carta de Pero Vaz de Caminha a D. Manoel I, Rei de Portugal, em 22 de abril de 1509: "Creia V. Majestade, a verdadeira mina do Brasil, são uns ouriços que os índios trazem nas mãos para colorir o corpo. Os ouriços são cheios de grãos vermelhos, pequenos, que, esmagados entre os dedos, faz tintura muito vermelha, da que eles andam tintos; e quanto se mais molham mais vermelhos ficam." Urucum tem o nome científico Bixa orellana L.. Em Tupi-Guarani, é "URU-KU" e significa "vermelho". Hoje em dia é conhecido como urucum, urucu, açafrão e açafroa. Urucum, também chamado de "ouro vermelho", que fornece as sementes para o "colorau" ou "colorífico", muito utilizado na culinária doméstica, inicialmente, mas, hoje também utilizado na culinária industrial, sendo o pigmento natural mais utilizado pela indústria de alimentos.
Conhecendo melhor o urucum
Aspectos agronômicos da planta urucum
- É um arbusto que pode alcançar de
- É planta ornamental, utilíssima como;
- Fornecedora de sementes condimentares;
- Estomáticas, laxativas, antiinflamatórias para as contusões e feridas;
- Apresenta emprego interno na cura das bronquites, febres, doenças do peito, e externo, nas queimaduras;
Suas folhas têm ação contra as bronquites, faringites e inflamação dos olhos;
- Da polpa que envolve as sementes se obtém valiosa matéria tintorial amarela e/ou vermelha, dependendo da cultivar,
chamada "BIXINA".
- Normalmente, as raízes são utilizadas na medicina popular no combate às bronquites e doenças respiratórias.
Ivinhema vem se destacando no cenário estadual com o cultivo do urucum, que surge como nova atividade agrícola e fonte de diversificação agrícola no município através de um projeto pioneiro da associação de produtores da Gleba ouro-verde e azul.
O projeto dentro de quatro anos vem se expandindo no município e atualmente agricultores das glebas Ubiratã e Vitória estão investindo na cultura cuja colheita encontra-se em faze final em Ivinhema com uma safra prevista para 50 toneladas de urucum.