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O general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ouviu nesta terça-feira choro e muita reclamação dos índios guaranis-caiuás que lutam por mais terra no Cone-Sul do Estado.
Enviado a Mato Grosso do Sul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para, conforme o próprio general, “desarmar o espírito” de índios e produtores rurais, Jorge Félix se reuniu com lideranças indígenas no quartel do Exército e depois conheceu as aldeias Bororó, Jaguapiru e Pabambizinho.
A visita de Jorge Félix deveria ocorrer no dia 30 de junho, mas foi adiada em decorrência do mau tempo, que impediu o pouso do avião da FAB (Força Aérea Brasileira) no aeroporto de Dourados. No dia anterior, Félix tinha se reunido com deputados estaduais e representantes dos produtores rurais, em Campo Grande.
Félix foi enviado a MS pelo presidente Lula com a missão de fazer um relatório sobre o período que antecede ao início dos estudos antropológicos em 26 municípios do Estado, marcados para começar no dia 20 deste mês.
Os levantamentos podem apontar áreas consideradas de ocupação histórica indígena e que podem ser demarcadas. As portarias prevendo os estudos, baixadas pela Funai, causam polêmica com a classe política e com os ruralistas sul-mato-grossenses, contrários à novas demarcações para ampliação dos territórios indígenas.