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NOTÍCIA
Ativa 94 - CHEQUES DO PROCURADOR DE DOURADOS GARANTIAM NEGOCIATA
Polícial / Geral

06/09/2010 - 6h52
Cheques do procurador de Dourados garantiam negociata

Cheques do procurador jurídico do município de Dourados, Alziro Moreno, serviam como uma espécie de caução para garantir o pagamento do mensalão a vereadores da cidade. Uma gravação feita no dia 2 de junho deste ano revela que cheques de Alziro foram dados como garantia do pagamento de mesada ao presidente da Câmara, Sidlei Alves.

Alziro Moreno e Sidlei estão entre os presos na Operação Uragano, deflagrada semana passada pela PF (Polícia Federal), que aponta esquema de desvio de verbas e pagamento de propina na prefeitura do município.

A investigação da PF detalha o envolvimento do procurador nas ações que levaram à prisão do prefeito da cidade Ari Artuzi (PDT), que também está preso, empreiteiros, vereadores e funcionários da prefeitura.

Segundo a investigação, quando Alziro era secretário de Governo era responsável pelo pagamento de propina aos vereadores.

Esta função foi assumida por Eleandro Passaia, que denunciou o esquema.

Para provar as irregularidades, Passaia chegou a assumir a função de pagar a propina aos envolvidos no caso.

As negociatas foram gravadas por Passaia e todo material está com a PF.

As investigações da PF mostram o momento em que Alziro detalha que quando ele fazia os pagamentos das propinas o dinheiro era proveniente de empreiteira e do Hospital Evangélico.

Ao todo, 13 presos dos 29 mandados de prisão que tinham sido expedidos, já foram colocados em liberdade devido ao pedido de revogação: Paulo Ferreira do Nascimento, (assessor do prefeito), Thiago Vinícius Ribeiro (departamento de licitações), José Antonio Soares – o Zeca do MS (Empresário), Aurélio Bonatto (vereador) , Júlio Artuzi (vereador e tio do prefeito), Marco Aurélio de Camargo Areias (superintendente do Hospital Evangélico), João Kruger (controlador-geral), José Roberto Barcelos Junior (Ex-chefe de licitação), Sidnei Lemes Erédia - (Empresa de sonorização), os vereadores Marcelo Barros, José Carlos Cimatti (PSB) e Paulo Henrique Bambu e o empresário Geraldo Alves de Assis, proprietário da construtora Planacon.

Já o vice presidente da Câmara, Zezinho da Farmácia (PSDB), também teve o pedido de liberdade aceito, mas não será liberado porque foi encontrada uma arma calibre 38 na casa dele, sem registro.

Continuam presos: o prefeito Ari Artuzi, primeira-dama Maria Aparecida Artuzi, vice-prefeito Carlinhos Cantor, Alziro Moreno (procurador-geral), Tatiane Moreno (secretária de Administração), Ignez Boschetti Medeiros (secretária de Finanças), Cláudio Marcel Hall - Marcelão (vereador licenciado e secretário de Serviços Urbanos), Helton Farias (Gestor de Compras), Dílson Cândido de Sá (secretário de Planejamento e Obras), Antonio Araújo e o presidente da Câmara, Sidlei Alves.

 



Fonte: Campograndenews

Postado por:Reinaldo Santos
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